मेस्स्य.



Messy, mas.

.एया.

व.

ड्रीम बेक थे लिप्स.

Um dia destes vais responder "curiosidade mórbida" e a maior parte das coisas vai ficar resolvida.

Recado.

(Ficar tão suado quanto à resposta certa que quando respondes te cospes um pouco, depois, secas-te todo, depois cospes a cara de alguém que não te queria fazer a pergunta sequer, bem; isso é de mau gosto. Limpares a cara ao responderes, depois, uma enchente de perguntas, gastares o relógio e secares-nos a paciência, isso já é só pura lata. Mas digo-te que os nossos corpos se riram bastante, as nossas bocas mais; agora, fecha a tua. Tens água ao canto, toma-a.)

Segunda de manhã.

- Não sabemos nada sobre a chegada de tais livros, não temos cá grandes forças em polvos que nos chupam os pés abaixo da terra para encontrar uma cúpula enorme e falarmos uns com os outros em tom de suspiro, algo como "serão os nossos avós, ou reis ou filhos; serão os nossos filhos reis?, os nossos reis avós?", nem calha que um livro, um desses livros desabroche através do vidro dos nossos olhos e nós vomitemos os dois anos inteiros de Sol que faltam e saibamos assim de repente: "ah, o que eu quero são férias, eu vou aprender a escrever, subir e beijar; muito obrigado, dois anos dão para isso", e não resta um terceiro livro que, escondido entre os dois se meta na cama connosco e nos ponha de um apagão nas mãos de um clero que nos leve aos lábios dos deuses para que digamos, "beija-me, eu já sei beijar, a tua boca parece-me uma cúpula", e depois nos apaixonar-mos dentro deles e suarmos ao dormir mas acordarmos com calma. Mas temos índices de formas de ler, e sabemos ler esses índices melhor do que você e há sempre o que se procure quando uma lista é tão longa. Diga-me um título.

depois disto.

eu desenhei-te o útero, eu sei ver parafusos nas palavras, bombeia-te - eu sei
eu tenho dedos estáveis, bombeia-te. massajo os pés.
só tenho posto mentiras com mau tempo; é culpa da chuva, eu sei
que dedos estáveis são dedos honestos. honestamente, eles fazem linhas em círculos
e elas crescem e arboram, crescem em ver-te árvore, ver-te raízes, descer aos túneis dos teus pés; massajar idades, és redonda. ando em círculos
e doem-me os pés, mas tenho as mãos secas. seco os pés, depois piso a tua terra húmida de novo. eu desenho a chuva;
uma tempestade lambe um centro no teu estômago.

os meus dedos são fortes e eu sopro-os e eu hei-de levantar umas folhas, e ver-lhes
circuitos ou manchas de sangue; eu sei
eu conheço-te a mecânica das formas. mas eu quero saber secar-te de novo, só que és molhada de mais na tua firmeza na terra
para que eu saiba fazer chuva ou sol. restam-me círculos, restam-me círculos. repete;
bombeias-te da copa aos pés e lavas-te toda da água chupada de uma terra boa e eu
sopro-te e sopro-te e sujo-me todo e eu sei-me ser um pouco seco demais aos teus olhos. de qualquer maneira, quando os ventos baterem
no teu tronco como palavras que não sabes pôr a circular como eu sei
como eu sei pôr-me a circular a mim à minha maneira, eu quero
dizer-te só que nunca ninguém te dirá que o teu bebé é bonito.

Chefe.

Batuca na pala do chefe
- eu lembro-me dessa conversa, começava: -
Batuca na pala do chefe e
dava uma volta de volta a mim, assim:

Batuca na pala do chefe
Parlarei da aula do chefe
O chefe ensina um gancho
O chefe ensina um guiar.
Batuca na pala do chefe
Chamo o chefe, o chefe
Virá, e sinto o chefe, ó
chefe? Chamei-te; só sinto
Ó chefe, chegar, a vinda
Do chefe, chegar - ó chefe...

Diz.
Peço sentir a chegada da pala
E sinto muito, mas também já chega
de aulas sobre como guiar com gancho e
batucar sem pala; é triste. Passo mal. E...

Diz.
Peço chegar, ó chefe, passar melhor
Batuco, ó chefe; se numa aula mal dada, quero ser chefe eu.

Resumindo:

O corpo todo assim.
A água faz-se em sistemas; chovem sistemas sobre nós - carregam variedades eléctricas de quereres-poderes em ser-fazer menos e mais; subimos e descemos. Nada-se verticalmente; electrifica-se a água e para-se.
A água pára porque os sistemas são estanques; os sistemas são estanques por causa da água eléctrica, do corpo eléctrico. Achamos simples, dizemos assim: faíscas fazem-se electricidade. As faíscas vêm da fricção. Os corpos eléctricos em fricção fazem a eléctrica fricção dos sistemas com os nossos corpos.
Não achamos isso simples. Sistemas fazem-se teias; a água espalha-se e espeta-se, desnovela-se em fios electrificados e eles magoam. Magoamo-nos por ser complicado: cresce-nos a mágoa em teias e magoamos uns poucos outros corpos.
É pouco magoar os outros corpos. Mas da água chegamos a uma teia que fura. Magoa-nos-mos-nos; é triste, é sistémico. Electrificamos.
O corpo todo assim, poluído; é não estar só e não estar seco, não há alternativa, então: magoa-nos-mos-nos-mais, "áu".
Sim, é simples.